
WASHINGTON, 5 fev (AFP) - Uma molécula produzida naturalmente pelo organismo impediria a destruição das células do sistema imunológico durante uma infecção pelo vírus HIV, causador da Aids, e poderia contribuir para reconstituir células destruídas pela infecção, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira nos Estados Unidos.
O vírus da Aids ataca o sistema de defesa do organismo, disfarçando-se no interior das células imunológicas linfócitos-T, lembram os pesquisadores do Instituto Nacional Americano de Doenças Infecciosas e Alergias (Niaid).
Durante a progressão da infecção, os linfócitos-T se autodestroem, um suicídio celular chamado de apoptose e que se propaga para as células ainda não infectadas, acrescenta o estudo publicado na edição de 5 de fevereiro dos Anais da Academia de Ciências.
Para impedir a autodestruição das células do sistema imunológico, os cientistas testaram o papel da molécula interleukina 7 (IL-7) em amostras de sangue de 24 indivíduos infectados pela Aids em diferentes estágios da doença.
Este teste foi realizado com uma forte concentração de moléculas IL-7.
O sangue dos doentes tratados com a molécula IL-7 mostrou uma redução da apoptose e uma diminuição dos marcadores moleculares da infecção, o que significa um reforço do sistema imunológico.
Os efeitos da IL-7 variaram em função do grau de avanço da infecção, mas estes resultados indicam que a molécula poderia ser utilizada como anti-retroviral para reconstituir as células imunológicas danificadas pela Aids, segundo os pesquisadores.
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