
PARIS, 29 Nov (AFP) - A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, mais conhecida por sua sigla Aids, é causada por uma infecção viral que ataca o sistema imunológico.
Os primeiros casos desta nova doença foram diagnosticados há 25 anos. O agente da Aids destrói determinados glóbulos brancos, o que deixa o doente à mercê de infecções denominadas oportunistas (como a tuberculose, a pneumocistose e a toxoplasmose) ou tumores cancerosos, como o sarcoma de Kaposi ou os linfomas malignos.
A doença pode ser transmitida por via sexual, sanguínea ou materno-filial durante a gravidez ou a lactação.
O vírus da imunodeficiência adquirida (HIV1, o mais disseminado no mundo, e o HIV-2) se reproduz mediante a parasitação, principalmente dos linfócitos T4 ou CD4, glóbulos brancos que "coordenam" o sistema imunológico.
Depois do processo de multiplicação, os novos vírus destroem a célula que lhes serviu de ninho e partem para infectar outras, o que provoca uma deficiência no sistema imunológico.
Geralmente se aplica o termo Aids ou Aids declarada às principais formas desta deficiência, caracterizada, sobretudo, por uma baixa na taxa de linfócitos CD4 abaixo dos 200 por milímetro cúbico, enquanto a normal se situa entre 800 e 1.000. Por isso, vários soropositivos, ou seja, portadores do vírus da Aids, não são considerados doentes.
Os medicamentos contra o HIV agem em diferentes etapas para tentar evitar que o vírus entre na célula, se replique nas já infectadas e até mesmo se forme antes de partir para infectar outras.
Após a comercialização, em 1987, do AZT, primeiro medicamento contra o HIV, e a chegada da triterapia anti-retroviral (mais conhecida como coquetel) marcou, em 1996, uma etapa chave na luta contra o vírus.
Estes tratamentos transformaram a Aids em uma doença crônica de longa duração para muitos pacientes dos países desenvolvidos, que se vêem obrigados a tomá-los por toda a vida porque o vírus continua oculto no corpo mesmo quando não pode ser detectado.
Nos países pobres, há atualmente 1,6 milhão de doentes que recebem este tratamento, enquanto outros seis milhões morrerão por falta destes, segundo dados de junho passado da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Os cientistas fazem uma corrida contra o relógio contra as freqüentes mutações do HIV, que os obrigam a atualizar os medicamentos quando o vírus aprende como neutralizar os anteriores.
Estas mutações, causadas por falhas na cópia do material genético do HIV, também complicam o desenvolvimento de uma vacina.
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