
WASHINGTON, 6 nov (AFP) - Um retrovírus da Aids, geneticamente modificado para combater outros retrovírus responsáveis pela infecção, revelou-se mais promissor do que o esperado, após alguns testes clínicos em cinco doentes, anunciaram investigadores americanos nesta segunda-feira.
As cinco pessoas, em estágios avançados da doença e que já não reagiam a pelo menos dois anti-retrovirais, conseguiram reduzir a carga viral em seus organismos, registraram uma estabilização e até um crescimento nos níveis de linfócitos T, glóbulos brancos que regulam a resposta do sistema imunológico contra as bactérias, vírus e infecções de fungos.
Em geral, na imensa maioria dos soropositivos, o nível de linfócitos T diminui com o passar dos anos.
O estudo, publicado na última edição dos Anais da Academia Americana de Ciências e desenvolvido pela Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia (leste), mostra pela primeira vez que um vírus geneticamente modificado pode ser utilizado sem perigo entre os humanos, de acordo com os pesquisadores.
Além disso, este vírus, chamado VRX496 e produzido pela empresa VIRxSYS corp. de Gaithersburg (Maryland, leste), "lançou resultados animadores entre certos doentes para aqueles com os quais todos os tratamentos tinham sido suspensos", explicou o doutor Carl June, que conduziu a investigação.
"O objetivo deste teste clínico de fase 1 era estabelecer a inocuidade e confiabilidade do tratamento, o que se conseguiu, além de outros resultados inesperados", informa uma nota.
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