
TRÍPOLI, 4 jul (AFP) - O julgamento de cinco enfermeiras búlgaras e um médico palestino acusados de terem inoculado Aids em crianças líbias foi reiniciado nesta terça-feira numa corte criminal de Trípoli, sob severas medidas de segurança em função da presença dos pais das vítimas que protestavam diante do tribunal.
Presos desde 1999, as enfermeiras e o médico foram condenados à morte em primeira instância, no dia 6 de maio de 2004 na Líbia, por terem inoculado o vírus da Aids em 426 crianças líbias quando trabalhavam no hospital local.
Duas enfermeiras e o médico, que reconheceram os fatos durante o interrogatório, afirmaram ao juiz que suas confissões foram obtidas através de tortura e que tiveram de assinar o depoimento em árabe, idioma que não dominam.
A defesa apresentou os testemunhos do professor francês Luc Montagnier, um dos descobridores do vírus da Aids, e outros especialistas, que mencionaram que as más condições de higiene no hospital eram a causa da contaminação.
Os acusados, que insistem em sua inocência, apelaram à Suprema Corte líbia em dezembro passado e por isso a justiça ordenou um novo julgamento.
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