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Livro diz que Arafat morreu envenenado, de Aids ou infecção

Agence France-Presse - Setembro 8, 2005


JERUSALÉM, 8 set (AFP) - O líder da Autoridade Palestina Yasser Arafat morreu envenenado, de Aids ou de uma infecção, afirmam dois jornalistas israelenses no livro "A sétima guerra", que cita um boletim médico secreto do hospital francês onde ele faleceu em 11 de novembro do ano passado.

Os médicos israelenses e estrangeiros não chegaram a uma conclusão clara sobre as causas da morte de Yasser Arafat, segundo trechos do livro reproduzidos nesta quinta-feira pelo jornal israelense Haaretz.

O jornal publica uma fotocópia de uma das páginas do suposto boletim médico, obtido pelos autores do livro, os jornalistas israelenses Amos Harel e Avi Isharoff.

Esta nova edição de "A sétima guerra" acrescenta novos elementos que não apareciam nas versões anteriores.

O livro reproduz um suposto documento secreto que foi entregue à viúva do líder palestino, Suha Arafat, e aos líderes palestinos.

No entanto, a obra não esclarece o mistério sobre a morte de Arafat, que, segundo uma informação que circulou na época do falecimento, teria sido provocada por uma hemorragia cerebral.

Ashraf al-Kurdi, médico pessoal de Yasser Arafat, que não participou do tratamento aplicado a seu paciente nas últimas semanas de vida, afirmou que os médicos franceses o informaram que o vírus da Aids foi encontrado no sangue de Arafat.

Al-Kurdi se negou a revelar a origem da informação, mas afirmou que o vírus havia sido introduzido no sangue de Arafat para apagar os vestígios de envenenamento, que seria a verdadeira causa da morte, afirma o livro.

Várias autoridades dos serviços de segurança palestinos, como Mohamed Dahlan e Yibril Rayub, declararam aos autores do livro que estão convencidos de que Yasser Arafat foi envenenado.

Segundo eles, o líder palestino não era muito prudente e pode ter sido envenenado facilmente, pois comia doces e tomava remédios levados por seus convidados sem controle médico.

O gabinete do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, afirmou que as informações de que Israel teria envenenado o líder palestino eram "totalmente absurdas".

O jornal Haaretz destaca que especialistas israelenses que examinaram o boletim francês consideram que o envenenamento durante um jantar em 12 de outubro de 2004 na Muqata, quartel-general de Arafat em Ramallah, era a causa mais provável da morte.

Depois do jantar, o estado de saúde de Arafat se agravou rapidamente. Ele sofreu perdas de memória e bruscas mudanças de ânimo, ao mesmo tempo em que manchas vermelhas apareceram em seu rosto.

O líder da Autoridade Palestina foi internado no dia 29 de outubro do ano passado no hospital militar Percy de Clamart, nas proximidades de Paris, onde faleceu em 11 de novembro.

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