WASHINGTON, 10 maio (AFP) - Os recém-nascidos soropositivos registram uma taxa de desenvolvimento da Aids menos elevada se forem tratados com terapias anti-retrovirais nos dois primeiros meses de vida, de acordo com um estudo publicado nesta terça-feira nos Estados Unidos.
"Há uma grande diferença entre a probabilidade de progressão da Aids e a esperança de vida quando o tratamento anti-retroviral é adotado cedo, e no mesmo mês já se pode perceber a diferença", explicou a doutora Yvonne Maldonado, da Escola de Medicina de Stanford (Califórnia), que dirige esta pesquisa divulgada na edição de 11 de maio do "Journal of the American Medical Association (Jama)".
De acordo com este estudo, os bebês tratados com um ou dois medicamentos anti-retrovirais nos dois meses seguintes ao nascimento têm menos chance de desenvolver a Aids aos três anos, do que aqueles que começaram a tomar os remédios aos três ou quatro meses de nascido, explicou.
Além disso, ressaltou Maldonado, nos bebês que receberam uma combinação de três anti-retrovirais poderosos os resultados são ainda melhores.
Sobre um grupo de 205 recém-nascidos soropositivos tomados como objeto de estudo, entre 1988 e 2001, entre 20% e 30% que não receberam nenhum tratamento anti-retroviral desenvolveram sintomas da Aids aos quatro meses de idade. Aos seis anos, os sintomas apareceram entre as crianças que foram tratados com um ou dois anti-retrovirais. Ao todo, 55% dos menores em ambos os grupos faleceram antes dos três anos.
Nenhum dos 23 recém-nascidos tratados com uma combinação de três anti-retrovirais poderosos nos dois primeiros meses de vida desenvolveu sintomas agudos da Aids, como a pneumonia, ou faleceu antes dos três anos, disseram os pesquisadores.
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