WASHINGTON, 6 Jan (AFP) - Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira nos Estados Unidos revela que fatores genéticos de determinado grupo podem influenciar na vulnerabilidade ao vírus da Aids.
"Os riscos para cada indivíduo de contrair o vírus da imunodeficiência (HIV) ou de ter uma evolução rápida da Aids não são uniformes na população", explicou o Dr. Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, que financiou este estudo publicado no site da revista "Science".
"Este importante estudo permitiu identificar os fatores genéticos de diferentes grupos que reduzem ou aumentam sua vulnerabilidade ao retrovírus e à própria Aids", acrescentou, em um comunicado.
A equipe de pesquisadores internacionais examinou mais de 4.300 amostras de sangue de pessoas de diferentes origens étnicas para determinar a média dos genes que produzem a proteína imunológica, chamada CCL3L1, em cada um dos grupos.
Observou-se, por exemplo, que os afro-americanos adultos que deram negativo para o vírus da Aids têm em média quatro cópias deste gene protetor, enquanto que os americanos de origem européia e os hispânicos contam com dois e três, respectivamente.
Isso não significa que os brancos e os hispânicos são mais suscetíveis de contrair a doença do que os americanos de descendência africana, mas que as pessoas, cada uma em seu grupo, têm um número médio de exemplares deste gene que as torna mais propensas a ser soropositivas e a desenvolver a Aids, explicaram os pesquisadores.
Os que têm mais cópias do gene do que a média de seu respectivo grupo são menos vulneráveis, acrescentaram os cientistas.
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