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Aids: GlaxoSmithKline autoriza produção de genéricos no Quênia

Agence France-Presse - Setembro 22, 2004


NAIRÓBI, 22 set (AFP) - O grupo farmacêutico britânico Glaxo-Smith Kline (GSK) autorizou uma sociedade queniana a produzir genéricos de seus medicamentos anti-retrovirais para a Aids, informou a empresa nesta quarta-feira, em Nairóbi.

Um acordo assinado na capital queniana deu licença à sociedade local Cosmos para produzir os anti-retrovirais com base em Zidovudine e Lamuvudine, ou uma combinação destes, e sua venda no Leste da África, bem como em Ruanda e Burundi, anunciou William Mwatu, um dos dirigentes da GlaxoSmithKline para a África do Leste, durante entrevista coletiva.

A produção começará "em quinze dias", declarou o diretor-geral do Cosmos, Prakash Patel.

O Quênia se tornará, assim, o décimo país da África subsaariana a produzir remédios genéricos para o tratamento da Aids, depois da África do Sul, onde o grupo americano Merck deu licença para uma sociedade local, em julho passado.

"Estamos felizes que uma nova sociedade farmacêutica local tenha um papel significativo em resposta à crise da Aids", disse o diretor-geral da GlaxoSmithKline para o Leste da África, Andrew Bullock, durante a coletiva.

A Aids matou 1,5 milhão de pessoas no Quênia em 20 anos. Sete por cento dos 32 milhões de quenianos são portadores do vírus, segundo várias estimativas.

Os países em desenvolvimento, principalmente os da África, são os mais afetados por doenças, sobretudo a Aids, mas não tem nenhuma estrutura de produção no local e dependem da boa vontade dos países mais ricos para terem acesso a estes medicamentos.

A Organização Mundial do Comércio (OMC) concluiu em 2003, em Genebra, um acordo para o fornecimento de medicamentos a preços baixos para os países pobres.

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