JOHANNESBURGO, 6 jul (AFP) - As mulheres pagam o preço maior por causa da Aids na África, segundo o informe global das Nações Unidas publicado esta terça-feira, em Paris, e elas constituem o contingente mais numeroso de enfermos ou soropositivos, devendo ainda ocupar-se de suas famílias afetadas pela epidemia.
"Em nenhuma outra parte, a 'feminização' da epidemia é mais evidente do que na África Subsaariana, onde 57% dos adultos infectados (pelo vírus HIV) são mulheres e onde 75% dos jovens infectados são do sexo feminino", segundo a Onuaids.
Enquanto no início dos anos 80, quando apareceu a Aids, as mulheres estavam menos afetadas que os homens, "agora há uma média de 13 mulheres infectadas por 10 homens, contra 12 mulheres infectadas por 10 homens em 2002".
A diferença é ainda mais evidente entre os jovens de 15 a 24 anos: na África do Sul, país que conta com o maior número de pessoas afetadas pela epidemia (4,8 milhões), 20 mulheres afetadas por 10 homens. No Quênia e em Mali, esta proporção passa a 45 mulheres afetadas por cada 10 homens.
O informe assinala que em um continente marcado por uma cultura da superioridade do homem sobre a mulher, as mulheres se ocupam das famílias e a maioria delas passa seus dias limpando a casa, lavando roupa, apanhando lenha ou água e cozinhando.
"Isto significa que elas levam o fardo mais pesado da Aids", indica o informe, acrescentando que "as jovens são retiradas da escola para ocupar-se dos membros enfermos da família. As mulheres idosas se ocupam dos filhos adultos quando estes adoecem".
O informe adianta que a província de Manicaland (leste) do Zimbábue, "quando uma mulher morre de Aids, em dois casos sobre três o lar se dilui" e os órfãos são abandonados à própria sorte.
O número destes órgãos na África Subsaariana aumentou de 9,6 milhões em 2001 a 12,1 milhões em 2003, segundo o informe.
Cerca de três milhões de novos casos foram registrados na África em 2003 e 2,2 milhões de pessoas morreram.
040706
AF040744_PT
© Agence France-Presse 2004. Todos o direitos são de propriedade exclusiva da AFP. Os artigos e fotografias não podem ser publicados, transmitidos, reescritos para transmissão ou publicação, ou redistribuidos direta ou indiretamente por nenhum outro órgão de comunicação sem a autorização prévia por escrito da AFP. O material informativo da AFP não pode ser arquivado total ou parcialmente em um computador, salvo para uso pessoal (e não comercial). A AFP não será responsável por nenhum atraso, imprecisão, erros ou omissões em nenhum de seus materiais informativos ou na transmissão ou entrega em sua totalidade ou em parte, ou por qualquer dano em geral. Como se trata de um serviço de notícias, a AFP não tem autorizações particulares das pessoas, grupos ou entidades tratados em suas fotografias ou gráficos citados em seus textos. Tampouco tem autorização dos proprietários de qualquer marca registrada ou matérias com direito de autor incluídos nas fotografias ou materiais de AFP. Em consequência, o usuário será o único responsável pela obtenção de qualquer autorização por parte de qualquer indivíduo ou entidade para uso dos artigos, fotos ou gráficos da AFP. http://www.afp.com/
AEGiS is a 501(c)3, not-for-profit, tax-exempt, educational corporation. AEGiS is made possible through unrestricted grants from Boehringer Ingelheim, Elton John AIDS Foundation, the National Library of Medicine, Bridgestone Firestone Trust Fund and donations from users like you. Always watch for outdated information. This article first appeared in 2004. This material is designed to support, not replace, the relationship that exists between you and your doctor.
©1990, 2004 - AEGiS. AEGiS presents published material, reprinted with permission and neither endorses nor opposes any material. All materials appearing on AEGiS are protected by copyright as a collective work or compilation under U.S. copyright and other laws and are the property of AEGiS, or the party credited as the provider of the content.