JOHANNESBURGO, 6 Jul (AFP) - A Aids reduziu a expectativa de vida na África Austral de 62 para 49 anos, destaca o relatório global publicado nesta terça-feira pelas Nações Unidas.
"Em sete países africanos onde a taxa de infecção pelo HIV supera os 20%, a expectativa média de vida de uma pessoa nascida entre 1995 e 2000 caiu para 49 anos, 13 anos a menos do que quando a Aids não existia", afirma o relatório.
A taxa de presença (aidéticos e soropositivos) na África Austral era de 25% em 2003.
O país mais afetado da região é a Suazilândia (38,8%), seguido por Botsuana (37,3%), Lesotho (28,9%), Zimbábue (24,6%), África do Sul (21,5%), Namíbia (21,3%), Zâmbia (16,5%), Malauí (14,2%) e Moçambique (12,2%).
Em números absolutos, a África do Sul é o país com a maior soma de portadores do HIV, totalizando 4,8 milhões de infectados.
"Na Suazilândia, Zâmbia e Zimbábue, a esperança de vida para os nascidos na última década cairá para 35 anos sem os tratamentos anti-retrovirais", adverte o relatório.
"Nos países mais afetados da África oriental e austral, a possibilidade de um jovem de 15 anos morrer antes dos 60 anos tem aumentado de forma considerável".
Segundo a Onuaids, "sem uma reação muito forte contra a Aids, a população dos países africanos cairá 14% até 2025".
O relatório destaca fatores como "a pobreza, a instabilidade social, o índice elevado de outras doenças sexualmente transmissíveis, o status da mulher, a violência sexual e a falta de liderança" como os principais responsáveis pela expansão da Aids na África austral.
A estes fatores se soma a miséria na região, onde em 6 dos 10 países mais afetados "15 milhões de pessoas precisam de ajuda alimentar de emergência".
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