ABUJA, 30 abr (AFP) - Cerca de 2,3 milhões de nigerianos morreram até hoje vítimas de HIV/Aids, enquanto outros 3,8 milhões são soropositivos, informou nesta sexta-feura o ministro da saúde Eyitayo Lambo.
"Estou muito infeliz em informar que até hoje, a Nigéria ainda é um dos países mais afetados pela epidemia de HIV/Aids no mundo, perto apenas de África do Sul e Índia, em termos do número de infectados", disse durante entrevista coletiva.
"A HIV/Aids se tornou o problema de saúde mais perturbador, afetando indivíduos, famílias e comunidades (na Nigéria)", o país mais populoso da África, com cerca de 130 milhões de habitantes, disse o ministro.
O primeiro caso foi registrado na Nigéria em 1986.
"Desde então, a epidemia cresceu rapidamente e se expandiu além do limite do conhecido e comumente classificados grupos de alto risco para a população em geral", disse.
Na última década, pesquisas demonstraram uma tendência ao aumento da taxa nacional de infecção.
Os números indicavam 1,8% em 1991, aumentando para 3,8% dois anos depois. Em 1995, a taxa subiu para 4,5% e em 2001, tinha chegado a 5,8%, informou o ministro.
"A epidemia contribuiu enormemente para a redução observada na expectativa de vida dos nigerianos", afirmou.
Pelo menos 13 estados na Nigéria, além da capital, Abuja, têm taxas de prevalência de HIV acima dos 5%. Nenhum estado ou comunidade da Nigéria está isenta da epidemia, disse Lambo.
Os jovens com idades entre 20 e 29 anos são os mais afetados pela doença, com taxa de infecção de 5,6% para a faixa, disse o ministro.
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