PUNTA DEL ESTE, Uruguai, 5 dez (AFP) - Brasil, Peru, Haiti e Trinidad e Tobago completaram a primeira fase de testes regionais de uma vacina de prevenção do HIV, cujas conclusões serão apresentadas em 2004, segundo os últimos dados de uma pesquisa comum, apresentados no Congresso Mundial da Aids, em Punta del Este.
O plano conjunto para testar vacinas foi patrocinado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH) e realizado pela Rede americana de Estudos Clínicos de Vacinas do HIV (HVNT).
Em cada país 40 pessoas receberam quatro doses de vacinas do final de 2002 até junho deste ano. Atualmente, os resultados estão sendo analisados e seus resultados serão divulgados em fevereiro de 2004 na Conferência de Retrovírus, em San Francisco (Estados Unidos).
A mesma vacina está sendo testada em diversas regiões do mundo. Em cada lugar ela é adaptada ao vírus circulante na área específica, informou a médica americana Bonnie Mathieson.
Em outubro deste ano começou na Tailândia uma ampla fase de testes de eficácia desta vacina combinada com outra. A combinação será aplicada em 16.000 pessoas, mas o resultado final do estudo levará de três a cinco anos para ficar pronto.
"Estes serão os primeiros testes clínicos que verificarão se uma vacina que depende principalmente da eficácia das células imunes previne ou controla o HIV", informou a médica do HVNT.
Por outro lado, nos últimos meses novos conceitos em vacinas de prevenção da doença entraram na etapa de testes iniciais nos Estados Unidos e na África, acrescentou.
O mais importante é que a vacina proteja a todos e não se limite apenas à população americana, disse.
"Porém, para saber se as vacinas de combate ao HIV são realmente eficazes contra a doença, elas terão que ser testadas em voluntários humanos em várias cidades com alto índice de risco de contrair o vírus", ressaltou Mathieson.
"Nossa próxima tarefa é preparar muitos locais do mundo para testar estas vacinas, para que suas populações se beneficiem ao máximo de qualquer vacina", acrescentou.
A síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids) causou mais de três milhões de mortes em 2003. Além disso, calcula-se que cinco milhões de pessoas contraíram o vírus HIV durante o ano, o que eleva o número de pessoas que vivem com a doença em todo o mundo a 40 milhões.
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