GENEBRA, 4 dez (AFP) - Uma tentativa da Cruz Vermelha de conseguir que governos assinem uma declaração em prol da prevenção do HIV/Aids enfrentou problemas por endossar medidas controversas, inclusive troca de agulhas e distribuição de preservativos em prisões.
O fornecimento de agulhas limpas para viciados, incluída no esboço de uma "Agenda para Ação Humanitária", com vistas a ser adotada no final da Conferência Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho neste sábado, foi firmemente repudiado pelos Estados Unidos.
Segundo diplomatas, a Argentina, o Vaticano e a Malásia - país que atualmente preside a Organização da Conferência Islâmica - também se declararam contrários ao pacote de prevenção defendida pela Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.
Oficiais americanos disseram não fazer objeções à distribuição de preservativos e que querem ver a questão da prevenção ser destacada de outra forma.
Os Estados Unidos querem a retirada do item sobre a troca de agulhas porque contraria sua política federal, embora a prática seja aprovada em algumas partes do país.
A agenda sob negociação até sábado trata de vários desafios humanitários, incluindo conflitos, desastres e a epidemia de HIV/Aids.
O esboço enfatiza a tentativa de redução da discriminação contra pessoas afetadas pela doença e pede que os países pratiquem ações específicas para impulsionar a prevenção e o tratamento.
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