LIMA, 26 nov (AFP) - Uma organização humanitária advertiu, nesta quarta-feira, em Lima, que sete mil pessoas infectadas pelo vírus da Aids morrerão se não receberem tratamento imediato das autoridades sanitárias peruanas.
O alerta foi lançado pela organização "Coletivo pela Vida" como parte de uma campanha para pedir atenção prioritária e gratuita aos portadores de VIH/Aids e para sensibilizar a população às vésperas do Dia Internacional da Aids, que se celebra no próximo 1º de dezembro.
Segundo a ONG, o objetivo é conseguir com que o Estado se comprometa a dar a essas pessoas uma atenção integral para preservar suas vidas.
De acordo com números oficiais, haveria no Peru cem mil casos de Aids, dos quais 70 mil corresponderiam a pessoas infectadas pelo vírus HIV, enquanto mais de 30 mil seriam afetadas pelo HIV/Aids e teriam desenvolvido a doença.
A ONG destacou que apenas 2% da população têm acesso a tratamentos distribuídos pela saúde pública, pelas Forças Armadas e policiais e doadores.
O custo médio do tratamento é de 600 dólares mensais, quantia fora do alcance para a maioria dos infectados.
O ministério da saúde lançou, na semana passada, uma campanha na mídia sob o lema "A Aids não faz discriminação, não faça você", para destacar a urgência de uma política de prevenção da epidemia, com a finalidade de sensibilizar a população.
A falta de recursos é um dos problemas enfrentados pelas autoridades sanitárias para atender os que sofrem da doença.
O governo peruano considera que a compra compartilhada de remédios anti-retrovirais por 10 países sul-americanos ajudará a reduzir os custos dos medicamentos e dos tratamentos.
Até agora, a Aids matou sete mil pessoas no Peru, segundo dados oficiais, desde o primeiro caso, registrado no início da década de 80.
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