BRUXELAS, 21 out (AFP) - Os preservativos "são seguros" para prevenir a Aids quando "utilizados corretamente", afirmou a Comissão Européia, baseando-se em numerosos estudos científicos em cujo financiamento participaram recursos europeus.
"Podemos demonstrar que os preservativos são o melhor meio de impedir a infecção do HIV. As declarações em contrário, que não têm o respaldo de provas científicas racionais, são merecem crédito", disse o comissário europeu encarregado da Investigação Científica, Philippe Busquin, citado em um comunicado da Comissão.
"Todas as investigações chegaram à conclusão de que o preservativo masculino é um meio de prevenção eficaz contra o HIV e que sua eficácia é próxima de 100% quando bem utilizado", destacou Busquin.
O cardeal colombiano Alfonso Lopez Trujillo, presidente do Conselho para a Família do Vaticano, propôs na semana passada que se faça uma campanha para questionar a eficácia do preservativo como medida de precaução contra a Aids, o que provocou reações indignadas em todo o mundo.
O cardeal propôs "que os ministros de Saúde de todo o mundo exijam que as caixas de preservativos incluam uma advertência específica que diga que o preservativo não é seguro para evitar a Aids.
Junto com Philippe Busquin, o comissário europeu encarregado do Desenvolvimento, Poul Nielson, criticou a posição do cardeal colombiano, embora sem citá-lo.
"A condenação do preservativo é uma parte do problema" da Aids. Ao mesmo tempo, o preservativo é "uma parte da solução" do problema, disse Nielson.
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