ADDIS ABEBA, 15 out (AFP) - Pelo menos 350 circuncisores tradicionais da região de Gonder, Norte da Etiópia, concordaram em abandonar a prática, assim como outras formas de mutilação genital, informou esta quarta-feira a Agência Etíope de Notícias (ENA).
"Os circuncisores e aqueles envolvidos em práticas tradicionais prejudiciais (à saúde) decidiram abandoná-las após intenso trabalho de sensibilização de oficiais de saúde", informou a agência, citando o chefe do Centro de Serviços Sociais da região de Gonder, Abebaw Gegit.
"Outras 530 pessoas envolvidas em circuncisões e outras mutilações dos genitais também expressaram sua intenção de abandonar a prática e se livrar dos instrumentos utilizados em sua prática", disse Abebaw.
Oficiais sanitários etíopes informaram que a pandemia de HIV/Aids foi agravada por estas práticas tradicionais, realizadas com instrumentos que freqüentemente não são previamente esterilizados.
A ENA informou que preparativos estão sendo feitos para disponibilizar empréstimos àqueles que abandonarem a prática para ajudá-los a viver de forma diferente.
A circuncisão tradicional é uma prática muito antiga na Etiópia, principalmente a clitoridotomia, feita nas meninas.
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