PRETÓRIA, 30 set (AFP) - Uma equipe indicada pelo governo entregou nesta terça-feira ao ministério da Saúde um plano detalhado sobre como combater o flagelo da Aids na África do Sul, incluindo a previsão do uso de drogas anti-retrovirais, informou um porta-voz da equipe.
O chefe do grupo, Anthony MBewu, dise que o ministro da Saúde, Manto Tshabalala-Msimang, deverá estudar o relatório antes de passá-lo ao gabinete para aprovação final.
"O gabinete tomará a decisão final sobre como será a apresentação", disse MBewu à agência de notícias SAPA.
O governo sul-africano tem, até agora, evitado implementar o programa de tratamento da Aids, apesar de um apelo da ONU, segundo a qual cerca de mil pessoas morrem vítimas da doença a cada dia entre um total de cerca de cinco milhões de pessoas com HIV ou Aids.
No início do mês passado, o gabinete instruiu o ministério da Saúde a desenvolver um plano operacional detalhado para tornar as drogas anti-retrovirais acessíveis a pessoas com HIV ou Aids até o fim de setembro.
A decisão se seguiu a uma conferência internacional sobre Aids, realizada na cidade portuária de Durban, onde o governo enfrentou uma série de críticas por falhar em implementar um plano nacional de tratamento.
A equipe esboçou o plano operacional com a ajuda de um grupo da Fundação William Jefferson Clinton, sediada nos Estados Unidos, que fez visitas a todas as nove províncias do país para avaliar planos provinciais e preparatórios.
No início deste mês, Ira Magaziner, presidente da iniciativa da Fundação Clinton, disse aos jornalistas que se o gabinete aprovar o plano, será possível introduzí-lo quase que imediatamente. Mas acrescentou:
"Isto não significa que todas as pessoas que precisam de anti-retrovirais terão acesso a eles imediatamente".
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