GENEBRA, 22 set (AFP) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) se comprometeu esta segunda-feira em tomar medidas de urgência para facilitar o acesso de cerca de seis milhões de portadores do vírus da Aids aos medicamentos necessários nos países em vias de desenvolvimento, particularmente na África subsaariana.
"O fato de que milhões de pessoas no mundo não têm acesso ao tratamento anti-retroviral contra a Aids é uma situação de urgência mundial", estima a OMS, cujo novo diretor-geral, o sul-coreano Lee Jong-wook, dará uma coletiva de imprensa na sede da ONU, em Nova York.
"E, no entanto, existem medicamentos que permitem tratar os doentes por um dólar por dia e, inclusive, menos", acrescenta a OMS, em um comunicado publicado em sua sede, em Genebra.
Segundo a organização, seis milhões de habitantes de países em vias de desenvolvimento precisam de tratamento anti-retroviral, e menos de 300.000 o recebem.
"Para dar tratamento aos milhões de pessoas que o necessitam, devemos mudar nossa maneira de ver e nossa maneira de agir", afirmou Lee, acrescentando que "continua como antes é deixar morrera milhares de pessoas por dia".
A OMS apresentará em 1o. de dezembro próximo, por ocasião do Dia Mundial contra a Aids, um plano destinado a fornecer até 2005 medicamentos anti-retrovirais a três milhões de pessoas, quando apenas um milhão são tratados até agora.
Dentro desse programa, a OMS colocará equipamentos de emergência à disposição dos países mais atingidos.
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