ADIS ABEBA, 8 set (AFP) - A Etiópia lançou nesta segunda-feira um programa patrocinado pela ONU e financiado pelos Estados Unidos para evitar que mães transmitam o HIV/Aids a seus filhos recém-nascidos.
"A Aids poderá em breve se tornar a principal causa de morte de crianças abaixo dos cinco anos, pior que outras causas importantes, como diarréia e doenças respiratórias", afirmou Aseged Weldu, chefe da seção de Vigilância e Controle de HIV/Aids do Ministério da Saúde etíope.
Dos 2,2 milhões de pessoas infectadas com o vírus HIV no país, 200 mil são crianças, afirmou Aseged no lançamento do programa, administrado em conjunto entre o governo e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e financiado pelos Estados Unidos, com sete milhões de dólares.
O diretor do Unicef na Etiópia, Bjorn Ljungqvist, explicou posteriormente em entrevista coletiva que, segundo estimativas, de 34% a 40% das contaminações de crianças etíopes com HIV ocorrem por transmissão materna.
"Criar conscientização e prover tratamento significará não só prevenir (a contaminação), mas também salvar a vida de uma criança", disse o funcionário.
Tesfay Gabre-Kidan, do Centro americano de Controle de Doenças, disse à AFP que a verba americana também se destinará à provisão de terapia anti-retroviral, que hoje custa de 250 a 800 birr (de 35 a 100 dólares) por mês em um país onde a renda-média per cápita está entre 80 e 100 dólares por ano.
O Ministério da Saúde etíope estima em 1,2 milhão o número de órfãos da Aids no país e avalia que este índice aumentar a 2,1 milhões em 2014.
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