BRASÍLIA, 21 ago (AFP) - O governo brasileiro está novamente em embate com os laboratórios farmacêuticos internacionais para abaixar o custo de três medicamentos essenciais em sua luta contra a Aids, e está disposto a abrir as importações dos mesmos caso não se obtenha um acordo, conforme advertiu esta quinta-feira Alexandre Grangeiro, diretor do Programa Brasileiro da Aids, em entrevista à AFP.
"Estamos avaliando juridicamente o decreto presidencial sobre patentes para que, caso os três laboratórios com os quais estamos negociando não baixem os preços dos três remédios que nos interessam, possamos abrir a importação dos mesmos, enquanto nossos laboratórios os produzem", explicou Grangeiro.
Desde o início de agosto, o ministério da Saúde entrou em negociações com os laboratórios Abbott, Roche e Merck Sharp & Dhome para que baixem os preços dos remédios Lopinavir, Nelfinavir e Efavirenz, respectivamente produzidos por estes laboratórios.
Os três remédios fazem parte dos 14 anti-retrovirais que o Estado brasileiro oferece gratuitamente a 135.000 infectados pelo vírus.
Como argumentou Grangeiro, o ministério tomou a decisão de buscar a redução dos preços destes três remédios porque eles constituem 63% do orçamento do programa de tratamento da epidemia, e se os preços atuais forem mantidos, em 2005 os três absorverão o total do orçamento.
"Essa situação põe em sério risco o programa brasileiro de luta contra Aids", alertou o funcionário, advertindo que o governo prevê negociar até o próximo dia 30 de agosto, quando então tomará uma decisão em função da baixa ou não dos preços.
030821
AF030872_PT
© Agence France-Presse 2003. Todos o direitos são de propriedade exclusiva da AFP. Os artigos e fotografias não podem ser publicados, transmitidos, reescritos para transmissão ou publicação, ou redistribuidos direta ou indiretamente por nenhum outro órgão de comunicação sem a autorização prévia por escrito da AFP. O material informativo da AFP não pode ser arquivado total ou parcialmente em um computador, salvo para uso pessoal (e não comercial). A AFP não será responsável por nenhum atraso, imprecisão, erros ou omissões em nenhum de seus materiais informativos ou na transmissão ou entrega em sua totalidade ou em parte, ou por qualquer dano em geral. Como se trata de um serviço de notícias, a AFP não tem autorizações particulares das pessoas, grupos ou entidades tratados em suas fotografias ou gráficos citados em seus textos. Tampouco tem autorização dos proprietários de qualquer marca registrada ou matérias com direito de autor incluídos nas fotografias ou materiais de AFP. Em consequência, o usuário será o único responsável pela obtenção de qualquer autorização por parte de qualquer indivíduo ou entidade para uso dos artigos, fotos ou gráficos da AFP. http://www.afp.com/
AEGiS is made possible through unrestricted grants from Boehringer Ingelheim, the National Library of Medicine, and donations from users like you. Always watch for outdated information. This article first appeared in 2003. This material is designed to support, not replace, the relationship that exists between you and your doctor.
©1990, 2003 - AEGiS. AEGiS presents published material, reprinted with permission and neither endorses nor opposes any material. All materials appearing on AEGiS are protected by copyright as a collective work or compilation under U.S. copyright and other laws and are the property of AEGiS, or the party credited as the provider of the content.