BRASÍLIA, 27 nov (AFP) - A política brasileira de prevenção da Aids reduziu para a metade o número previsto de pessoas infectadas pela doença, anunciou o presidente Fernando Henrique Cardoso durante a apresentação de uma nova campanha do Ministério da Saúde para reduzir o mal.
Segundo FHC, 600.000 pessoas são portadoras do vírus da Aids no Brasil, e este número representa a metade do que foi calculado pelo Banco Mundial em 1992.
"Conseguimos, portanto, evitar 600.000 infecções em 10 anos. Estamos vencendo e nossas vitórias serão maiores se, juntos, eliminarmos a discriminação e os preconceitos contra os portadores do HIV", afirmou no programa radiofônico semanal 'Palavra do presidente'.
FHC foi convidado para, depois de deixar o cargo a 31 de dezembro, advogar a luta contra a Aids no mundo, papel que já desempenha o ex-presidente americano Bill Clinton.
Segundo o coordenador do programa de combate à Aids do ministério da Saúde, Paulo Teixeira, 237.588 pessoas desenvolveram a doença.
Desde 1993 o país conseguiu evitar 58.000 novos casos da doença, com a média anual caindo de 26.000 casos em 1998 para 14.000 ano passado.
Isto se deve, segundo o ministro da Saúde, Barjas Negri, ao programa brasileiro de luta contra a Aids, que distribui gratuitamente a 120.000 pessoas um coquetel de medicamentos, a maioria deles fabricados no Brasil ou comprados a baixos preços a laboratórios internacionais.
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