GENEBRA, 20 nov (AFP) - Doenças antigas que se acreditava que estivessem erradicadas poderão ressurgir, assim como novas epidemias se doadores em países em vias de desenvolvimento não investirem mais na vacinação, advertem três agências da ONU em um informe conjunto publicado esta quarta-feira.
"Se medidas estratégicas não forem adotadas urgentemente para cobrir as lacunas de financiamento, de pesquisa e de cobertura mundial das vacinações, o mundo verá o reaparecimento de antigas enfermidades e a emergência de novas infecções", adverte o informe, publicado por ocasião de uma reunião em Dacar dos membros da Aliança Mundial pelas Vacinas e a Vacinação (OMS, Unicef e Banco Mundial).
O estudo ressalta em particular a urgente necessidade de uma vacina contra o impaludismo e de uma nova vacina contra a tuberculose.
O impaludismo mata anualmente aproximadamente um milhão de pessoas, em sua maioria crianças africanas. E a maioria dos medicamentos mais acessíveis passou a ser ineficaz em razão do desenvolvimento de resistências.
A tuberculose reaparece sob o efeito do número crescente de co-infecções com o HIV (especialmente na África) e a crescente resistência aos medicamentos antituberculose. Dos oito milhões de novos casos registrados a cada ano, somente 130.000 ocorrem em países industrializados.
"Necessitamos de uma vacina mais eficaz, pois a que temos, a BCG, só imuniza no melhor dos casos até a adolescência", indica o informe.
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