JOHANNESBURGO, 27 ago (AFP) - França, Tailândia, África do Sul, Estados Unidos e Marrocos serão cenários de manifestações no mês de outubro para pedir que a empresa de refrigerantes Coca-Cola assuma os custos do tratamento de seus funcionários infectados com o vírus da AIDS, anunciaram em Johannesburgo organizações que lutam contra a epidemia.
As organizações não governamentais americanas 'Health Global Access Project' (GAP), Act Up e o movimento pan-africano de acesso ao tratamento da AIDS destacam em um comunicado que a Coca-Cola tem "registrado há várias décadas enormes lucros graças a seus custos de mão-de-obra extremamente baixos". No entanto, criticam o fato da empresa cobrir apenas uma pequena parte da seguridade social de seus empregados.
A Health GAP afirma em seu comunicado que 25% dos funcionários da Coca-Cola ou das empresas que trabalham para a gigante americana na África podem estar infectados pelo vírus.
Em relação a este pedido, Robert Lindsay, vice-presidente da Coca-Cola Africa Group, que tem sede na Nigéria, afirmou que a empresa está preparando um plano para responder a esta situação.
Segundo Lindsay, 1.000 pessoas trabalham para a empresa na África, mas o número de pessoas envolvidas indiretamente na fabricação do famoso refrigerante chega a 100.000.
Nas últimas semanas, importantes empresas de mineração sul-africanas, sobretudo Anglo American, De Beers Diamond e AngloGold, decidiram conceder a partir de 2003 um tratamento gratuito de medicamentos retrovirais a seus funcionários afetados pela doença.
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