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AfricaSul-Aids-minas: Mineradora De Beers pagará tratamento contra Aids para empregados

Agence France-Presse - Agosto 12, 2002


JOHANNESBURGO, 12 ago (AFP) - A multinacional De Beers, de extração de diamantes, anunciou que pagará os tratamentos anti-retrovirais para todos os seus empregados no mundo afetados pela Aids, seguindo as medidas tomadas há uma semana pela mineradora Anglo American, gigante do ouro e da platina.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira em Johannesburgo, De Beers anunciou que se encarregaria em primeiro lugar dos trabalhadores da África austral e, depois, dos outros, "assim como dos cônjuges ou concubinos (as)".

A decisão do grupo seguiu-se ao anúncio da Anglo American de pôr tratamentos à disposição de seus empregados soropositivos.

Segundo a Anglo American, cerca de 23% dos 100.000 funcionários do grupo na África austral, essencialmente na África do Sul, são soropositivos. A empresa deverá gastar nesta campanha 400.000 dólares no primeiro ano.

No caso da De Beers, o projeto é estimado em 2.400 dólares anuais por pessoa, segundo a porta-voz da empresa, Tracey Paterson.

Ela calcula pelos testes de sangue realizados voluntariamente em 2001, que cerca de 10% dos funcionários do grupo na África do Sul estejam contaminados ou doentes (1.200 pessoas num total de 12.000).

Ante o significativo número de casos entre a população da África do Sul (4,7 milhões de pessoas), vários grupos industriais instauraram há vários anos programas de prevenção e cuidados para enfrentar a pandemia. Mas era raro que as companhias se encarregassem dos tratamentos com anti-retrovirais.

O impacto econômico da Aids na economia é importante. O presidente da AngloGold, Bobby Godsell, destacou semana passada, depois do anúncio da Anglo American, que a Aids havia aumentado os custos de produção da onça ouro, que passou de 5 para 6 dólares. Este preço poderá chegar a 9 dólares a onça sem um plano eficaz contra a pandemia, informou.

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