BRASÍLIA, 1 ago (AFP) - A adesão do Timor Oriental, o compromisso de cooperar na transferência de tecnologia para combater a Aids e o apoio ao processo de paz na Angola foram alguns dos assuntos que dominaram a IV Conferência da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que terminou nesta quinta-feira em Brasília.
"O fato mais significativo desta conferêcia é a adesão do Timor Oriental à CPLP e o apoio à paz na Angola", disse o presidente Fernando Henrique Cardoso, que assumiu a presidência temporária da comunidade até 2004.
Numa declaração conjunta emitida no final da conferência, os chefes de Estado ou de governo da Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Oriental também se comprometem a facilitar a circulação dos cidadãos no espaço desta comunidade, que tem a peculiar característica de nenhum dos seus integrantes dividir fronteiras.
A luta contra a Aids nestes países, onde a doença é uma verdadeira ameaça à saúde pública, e a transferência de tecnologia foi outro dos compromissos assumidos pelos governantes da comunidade.
FHC também destacou a necessidade de que os membros da CPLP participe de maneira coordenada no cenário internacional, principalmente nas negociações comerciais.
Neste sentido, os membros da CPLP se prometeram apoio na escolha de representantes desta comunidade para a Comissão de Direito Internacional, assim como as candidaturas de Angola, este ano, do Brasil, em 2003, e de Portugal em 2010, para conquistar uma cadeira sempre no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Apesar dos presidentes terem dado seu apoio na declaração de criação do Instituto Internacional da Língua Portuguesa, com sede em Cabo Verde, para formular estratégias e projetos para o ensino do português, não conseguiram firmar um acordo para proporcionar meios adequados ao seu funcionamento, como se esperava na cúpula.
Criado em 1996 em Lisboa, este é um foro de entendimento político-diplomático e de promoção e divulgação da língua portuguesa.
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