BARCELONA, Espanha, 10 jul (AFP) - As exigências sociais e as reivindicações econômicas para lutar contra a AIDS estão deslocando em protagonismo as expectativas sobre os avanços na luta contra o mal, à medida em que avança em Barcelona (Nordeste) a 14ª Conferência sobre a AIDS, que completou esta quarta-feira seu terceiro dia de debates.
Dois protestos, um pacífico e o outro mais radical, foram registrados esta quarta-feira entre os estandes da Conferência, que se juntaram aos protestos dos dias anteriores contra laboratórios pelo elevado preço dos medicamentos ou contra representantes governamentais em reclamação das ajudas econômicas prometidas.
Uns dez militantes do grupo Act Up Paris, que causaram danos e espalharam papéis pelo chão no estande da Comissão Européia, foram os mesmos que na segunda-feira atacaram o estande dos laboratórios Roche para protestar pelo preço dos medicamentos e que na véspera vaiaram altos representantes de saúde da França e Estados Unidos, exigindo-lhes políticas que apóiem um fundo de 10 bilhões de dólares anuais.
Em um protesto pacífico, a AIDS Healthcare Foundation (AHF), a maior organização não governamental mundial de serviços médicos para os enfermos dos Estados Unidos, pediu ao laboratório farmacêutico GlaxoSmithKline (GSK) ante o estande que mantém na Conferência Internacional da AIDS que baixe o preço de seus fármacos.
Ao inaugurar a Conferência, o porta-voz das Nações Unidas, Peter Piot, disse que a indústria farmacêutica deve cumprir suas promessas de reduzir os preços e que os dirigentes mundiais devem comprometer-se na luta contra a enfermidade.
Nas várias manifestações de protesto, se fala de morte e abandono dos enfermos, os PWA (people with AIDS), principalmente no continente africano, embora algumas vozes autorizadas previram o mesmo caminho para a América Latina, devido à grave crise econômica que afeta o continente.
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