BARCELONA, Espanha, 9 jul (AFP) - "A América Latina não disputa espaço nem protagonismo com a África, onde a situação da Aids é gravíssima, mas a situação de nosso continente está indo na mesma direção e não queremos que aconteça a mesma coisa", alertou Patricia Mónica Pérez, representante da América Latina e Caribe na Comunidade Internacional de Mulheres vivendo com o HIV.
Membro fundadora, em 1992, da associação com sede na Argentina, Patrcia Pérez é taxativa quando responde sobre a América Latina: "a situação é crítica".
No Peru, "não há tratamentos. Trata-se da mulher grávida enquanto dura a gravidez; no Equador, faltam mais medidamentos para distribuir de maneira urgente e existe muita discriminação; no Paraguai, a situação é semelhante e os acessos aos tratamentos são nulos; no Chile, há uma tímida abertura para o tratamento; na Venezuela se começou, tarde, uma política sanitária e tratamento e em Honduras é muito complicado recorrer às terapias", sintetizou.
"Em geral, as mulheres e homens contaminados podem ter acesso a tratamentos dependendo de seu poder aquisitivo", alertou.
Pérez, que convive com o HIV há 15 anos, reclama também uma maior implicação dos poderes públicos na informação sobre a enfermidade e lamenta que na região faltem mais facilidades para acesso aos tratamentos a fim de prolongar a vida e tornada de mais qualidade para o enfermo.
"Além disso, no continente estamos longe - e por isso lutamos agora - de baratear os custos do tratamento, mas pondo muita atenção em que uma redução dos custos não acarrete uma perda da qualidade dos medicamentos", explicou.
"Enfim, as pessoas estão desprotegidas", concluiu.
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