WASHINGTON, 6 dez (AFP) - O alho reduz consideravelmente o efeito dos tratamentos contra a Aids a base de Saquinavir, um medicamento que diminui o progresso da infecção, afirmaram esta quinta-feira cientistas americanos.
O alho, popular entre os pacientes infectados com Aids por sua fama de combatente natural do colesterol, reduz à metade o nível de Saquinavir no sangue, destacaram os cientistas do Instituto Nacional da Saúde dos Estados Unidos (NIH).
O Saquinavir, um inibidor de proteases, é receitado junto a outros medicamentos nos coquetéis terapêuticos a base de anti-retrovirais.
Os resultados do estudo, realizado em nove pessoas saudáveis e sem a infecção do vírus, foram publicados esta quinta-feira na edição da internet da revista 'Clinical Infectious Diseases'. O estudo foi dirigido por Stephen Piscitelli, ex-cientista do Centro Farmacológico do NIH.
As pessoas receberam injeções de Saquinavir durante três dias e foram realizadas medições de suas taxas sanguíneas.
Depois, os voluntários tomaram durante três semanas duas doses diárias de alho em forma de tabletes.
Mostras de sangue revelaram uma redução média de 51 a 54% da concentração de Saquinavir no sangue. Dez dias depois, a queda ainda era perceptível, com uma redução de 35% em relação à quantidade de Saquinavir comum.
"Constatamos uma interação prolongada. O que está claro é que os médicos e os enfermeiros devem ser prudentes quanto a utilização do alho durante os tratamentos contra o HIV", concluiu Judith Falloon, co-autora do estudo e cientista do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas e Alergias (NIAID).
Os cientista admitiram não saber com precisão o motivo do alho ter esse efeito na concentração de Saquinavir.
011206
AF011285_PT
© Agence France-Presse 2000. Todos o direitos são de propriedade exclusiva da AFP. Os artigos e fotografias não podem ser publicados, transmitidos, reescritos para transmissão ou publicação, ou redistribuidos direta ou indiretamente por nenhum outro órgão de comunicação sem a autorização prévia por escrito da AFP. O material informativo da AFP não pode ser arquivado total ou parcialmente em um computador, salvo para uso pessoal (e não comercial). A AFP não será responsável por nenhum atraso, imprecisão, erros ou omissões em nenhum de seus materiais informativos ou na transmissão ou entrega em sua totalidade ou em parte, ou por qualquer dano em geral. Como se trata de um serviço de notícias, a AFP não tem autorizações particulares das pessoas, grupos ou entidades tratados em suas fotografias ou gráficos citados em seus textos. Tampouco tem autorização dos proprietários de qualquer marca registrada ou matérias com direito de autor incluídos nas fotografias ou materiais de AFP. Em consequência, o usuário será o único responsável pela obtenção de qualquer autorização por parte de qualquer indivíduo ou entidade para uso dos artigos, fotos ou gráficos da AFP. http://www.afp.com/
ÆGiS is made possible through unrestricted grants from Boehringer Ingelheim, the National Library of Medicine, and donations from users like you. Always watch for outdated information. This article first appeared in 2001. This material is designed to support, not replace, the relationship that exists between you and your doctor.
©1990, 2001 - ÆGiS. ÆGiS presents published material, reprinted with permission and neither endorses nor opposes any material. All materials appearing on ÆGIS are protected by copyright as a collective work or compilation under U.S. copyright and other laws and are the property of ÆGIS and the Sisters of Saint Elizabeth of Hungary, or the party credited as the provider of the content.