UAGADUGU, 11 dez (AFP) - Uma representante do Banco Mundial (BM) insistiu esta terça-feira, em Uagadugú, que à África deve ser dada a "capacidade de organizar sua própria resposta" quanto à pandemia de AIDS, e afirmou que os africanos "jamais devem ser excluídos" dos tratamentos disponíveis.
"A AIDS se desenvolve na pobreza na exclusão social, e se essas causas não forem atacadas, a África continuará vulnerável", enfatizou a dra. Debrewerk Zendwie, responsável pelos projetos relativos à AIDS na África do Banco Mundial, falando durante a XII Conferência Internacional sobre a AIDS e as enfermidades sexualmente transmissíveis na África (CISMA/ICASA), realizada atualmente na capita de Burkina Faso.
"A África não pode esperar que as infraestruturas ideais e médicas existam. A construção das infraestruturas e o acesso aos anti-retroviróticos podem avançar simultaneamente", declarou, assegurando que o BM "se comprometeu em ajudar os países africanos".
Esta ajuda aos setores da Saúde e, em particular, à luta contra a AIDS se traduz na criação de um fundo de 500 milhões de dólares colocado à disposição dos países africanos em setembro de 2000. Este fundo será renovado em breve, com um montante equivalente, indicou a dra. Zendwie.
A África sub-sahariana conta com 70% dos 33 milhões de pessoas que vivem o vírus HIV no mundo, segundo cifras das Nações Unidas.
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