agence france-presse
click here to return to agence france-presse main menu
DonateNow
Brasil-Antraz: Brasil produz medicamento genérico contra o antraz

Agence France-Presse - Outurbo 19, 2001
Ana Fernández

BRASÍLIA, 19 out (AFP) - Assim como alguns remédios para o tratamento da AIDS, o Brasil produz o genérico utilizado no tratamento do antraz em dois laboratórios do país, e importa outro da Índia, com um custo mensal de 10 dólares para o doente.

O medicamento contra o antraz produzido pela empresa alemã Bayer (Cipros) não é patenteado no Brasil, cuja lei de patentes começou apenas em 1996, informou à AFP o diretor das relações itnernacionais do ministério da saúde, José Marcos Nogueira Viana.

O consumidor brasileiro dispõe, por isso, de dois medicamentos para tratar da mesma doneça, cuja bactéria se transformou em mais uma arma do terrorismo internacional depois dos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos.

Um dos remédios é produzido nos laboratórios EMS em Brasil e outro importado da Índia, elaborado por Rambaxy, agregou o funcionário.

"A sorte do Brasil é que o consumidor pode comprar sua dose mensal por 10 dólares", assegurou Nogueira Viana, enquanto que o remédio patenteado custa 350 dólares no mercado americano.

Paradoxalmente, a própria Bayer, com fábrica em São Paulo, aumentou a produção de seu remédio Cipro para poder enfrentar o aumento da demanda nos Estados Unidos.

As autoridades brasileiras enviarão no próximo dia 4 de novembro 1.000 doses de remédio genérico à embaixada do Brasil nos Estados Unidos, para que tanto os funcionários como seus familiares possam estar preparados para lutar contra o Bacillus antracis, que se contagia por inalação, contato ou ingestão de produtos contaminados e pode provocar a morte.

No começo da semana, o ministro da saúde, José Serra, assegurou que o Brasil estava preparado para combater qualquer eventual guerra bacteriológica e tinha medicamentos em estoque para tratar imediatamente 7.500 pessoas.

Desde domingo passado, quando o alarme começou com um pó branco encontrado num avião da companhia alemã Lufthansa, ao chegar ao Rio de Janeiro, aconteceram várias denúncias, a maioria em aviões, assim como no consulado americano da capital carioca. Nenhum dos testes provocu que as substãncias eram antraz.

Ainda que nesta ocasião a guerra das patentes começou por iniciativa do Canadá, que segundo a imprensa americana, está quebrando a patente do Cipro, o Brasil tem sido o centro de atação nos últimos meses dos laboratórios internacionais, principalmente americanos, por quebrar as patentes de alguns dos ingredientes do coquetel de anti-retrovirais contra a AIDS.

A lei de patentes do Brasil, de 1996, prevê a produção nacional depois de transcorridos três anos de um medicamento patenteado que não é produzido em território nacional, ou quando seu preço for abusivo.

No caso da AIDS, o Brasil, que distribui gratuitamente a todos os doentes com o HIV o coquetel de anti-retrovirais, ganhou uma importante batalha.

Sete dos 12 componentes do tratamento são produzidos em laboratórios públicos brasileiros. Em agosto passado as autoridades ganharam uma nova batalha ao conseguir que o laboratório suiço Roche reduzisse em 40% o preço do Nelfinavir, um dos dois medicamentos do coquetel que ainda estão protegidos por patentes.

Em abril, o americano Merck Sharp & Dohme já tinha sido obrigado a baixar drasticamente os preços dos remédios Indivanir (Crixivan) e Efavirenz (Stocrin), de 64,66% e 59,02% respectivamente.

A Federação Internacional de Associações da Indústria Farmacêutica (IFPMA), com sede em Genebra, estima que os estoques atuais de antibióticos nos Estados Unidos, produzidos pela Bayer, são suficientes, e não é preciso autorizar a fabricação de versões genéricas.

011019
AF011054_PT


© Agence France-Presse 2000. Todos o direitos são de propriedade exclusiva da AFP. Os artigos e fotografias não podem ser publicados, transmitidos, reescritos para transmissão ou publicação, ou redistribuidos direta ou indiretamente por nenhum outro órgão de comunicação sem a autorização prévia por escrito da AFP. O material informativo da AFP não pode ser arquivado total ou parcialmente em um computador, salvo para uso pessoal (e não comercial). A AFP não será responsável por nenhum atraso, imprecisão, erros ou omissões em nenhum de seus materiais informativos ou na transmissão ou entrega em sua totalidade ou em parte, ou por qualquer dano em geral. Como se trata de um serviço de notícias, a AFP não tem autorizações particulares das pessoas, grupos ou entidades tratados em suas fotografias ou gráficos citados em seus textos. Tampouco tem autorização dos proprietários de qualquer marca registrada ou matérias com direito de autor incluídos nas fotografias ou materiais de AFP. Em consequência, o usuário será o único responsável pela obtenção de qualquer autorização por parte de qualquer indivíduo ou entidade para uso dos artigos, fotos ou gráficos da AFP.  http://www.afp.com/

ÆGiS is made possible through unrestricted grants from Boehringer Ingelheim, the National Library of Medicine, and donations from users like you. Always watch for outdated information. This article first appeared in 2001. This material is designed to support, not replace, the relationship that exists between you and your doctor.

©1990, 2001 - ÆGiS. ÆGiS presents published material, reprinted with permission and neither endorses nor opposes any material. All materials appearing on ÆGIS are protected by copyright as a collective work or compilation under U.S. copyright and other laws and are the property of ÆGIS and the Sisters of Saint Elizabeth of Hungary, or the party credited as the provider of the content.