GENEBRA, 11 set (AFP) - A agência ONUAIDS respondeu esta terça-feira às afirmações do presidente sul-africano Thabo Mbeki, que tentou relativizar a incidência de AIDS em seu país, e assinalou que as estatísticas citadas por ele cita subestimam a mortandade ocasionada pela doença.
Mbeki reativou a polêmica sobre a AIDS ao afirmar, em uma carta publicada esta segunda-feira pela imprensa, que a pandemia está longe de ser uma das principais causas de morte na África do Sul, e que se planeja modificar o orçamento que lhe é destinado.
O presidente citou estatísticas publicadas em 1995 pela Organização da Saúde (OMS), que situam a AIDS em décimo segundo lugar na lista das causas de mortandade.
A ONUAIDS assinalou esta terça-feira que essas estatísticas procedem do próprio governo sul-africano que, como todos os Estados, comunica suas cifras em informes e rotina à OMS.
"E esses informes regulares tendem sempre a subestimar a AIDS como causa de mortandade, pela simples razão de que a AIDS tem 'vários rostos', o que leva a diagnosticar outras enfermidades com causa de morte, como, por exemplo, a tuberculose", explicou a agência da ONU.
Além disso, há seis anos a incidência da AIDS na mortandade dos adultos na África do Sul aumentou consideravelmente, acrescentou a ONUAIDS.
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