PRETÓRIA, 30 jul (AFP) - A conferência de bispos católicos da África austral, a região do mundo mais afetada pela Aids, rejeitou nesta segunda-feira o uso de preservativos como parte da luta contra a pandemia, opondo-se assim a uma proposta de um bispo sul-africano.
O presidente da Conferência, cardeal Wilfrid Napier, confirmou à imprensa a posição tradicional da Igreja católica, que considera que o uso de preservativos transforma as relações sexuais em busca egoísta do prazer sem garantir uma proteção contra a Aids.
"Os bispos consideram a promoção ampla e sem discriminação do preservativo como arma imoral e equivocada na batalha contra a Aids", afirmou o comunicado dos bispos católicos da África do Sul, Botswana e Swazilândia, aprovado depois de uma reunião de uma semana em Pretória.
Para os bispos, "os preservativos poderiam ser, além disso, uma das principais causas da propagação da doença".
Desta foram rejeitaram categoricamente a proposta feita no começo do mês por um bispo sul-africano, Kevin Dowling, que defendeu o levantamento da condenação do preservativo por parte da Igreja.
O bispo Dowling foi testemunha dos estragos causados pela Aids na região das minas de platina de Rustenburg, na província do noroeste.
Quase a metade da população nesta região é soropositiva, segundo as estatísticas do hospital católico local.
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