BRASÍLIA, 9 Jul (AFP) - O ministério da Saúde brasileiro registrou esta segunda-feira o primeiro remédio genérico destinado aos doentes de Aids, que será quase 50% mais barato do que o que o governo importa atualmente, informaram autoridades do ministério à AFP.
O remédio, chamado Lamivudina, faz parte de um coquetel de retrovirais que o governo brasileiro fornece gratuitamente a 95.000 brasileiros, de um total de 580.000 soropositivos, desde 1996.
Com este projeto, as mortes causadas pela Aids caíram 40% em todo o país.
A Lamivudina é baseada no Epivir, do laboratório Glaxo Welcome. A caixa com 60 comprimidos do genérico custará 126,33 reais, quase 50% a menos do que o remédio original. No total, o governo pretende comprar 22 milhões de comprimidos este ano, que beneficiarão 30.000 pacientes.
Até o momento, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Avinsa) autorizou a produção de 308 medicamentos genéricos, destinados a doentes de câncer, diabéticos, hipertensos, depressivos, pessoas com problemas estomacais, intestinais, entre outros.
Para fornecer os 12 medicamentos do "Programa anti-Aids" brasileiro, o ministério da Saúde gasta 600 milhões de reais por ano. Atualmente, o Brasil produz sete destes 12 remédios, mas até hoje nenhum dos medicamentos distribuídos gratuitamente havia passado em todos os testes para se tornar um genérico genuíno, explicaram os responsáveis do ministério da Saúde.
Graças a uma lei de 1997 que permite a fabricantes locais produzir um remédio três anos depois do registro de sua patente, se o remédio não for produzido no país, o Brasil conseguiu diminuir em 80% o preço de alguns compostos que fazem parte deste coquetel de medicamentos anti-Aids.
010709
AF010727_PT
© Agence France-Presse 2000. Todos o direitos são de propriedade exclusiva da AFP. Os artigos e fotografias não podem ser publicados, transmitidos, reescritos para transmissão ou publicação, ou redistribuidos direta ou indiretamente por nenhum outro órgão de comunicação sem a autorização prévia por escrito da AFP. O material informativo da AFP não pode ser arquivado total ou parcialmente em um computador, salvo para uso pessoal (e não comercial). A AFP não será responsável por nenhum atraso, imprecisão, erros ou omissões em nenhum de seus materiais informativos ou na transmissão ou entrega em sua totalidade ou em parte, ou por qualquer dano em geral. Como se trata de um serviço de notícias, a AFP não tem autorizações particulares das pessoas, grupos ou entidades tratados em suas fotografias ou gráficos citados em seus textos. Tampouco tem autorização dos proprietários de qualquer marca registrada ou matérias com direito de autor incluídos nas fotografias ou materiais de AFP. Em consequência, o usuário será o único responsável pela obtenção de qualquer autorização por parte de qualquer indivíduo ou entidade para uso dos artigos, fotos ou gráficos da AFP. http://www.afp.com/
ÆGiS is made possible through unrestricted grants from Boehringer Ingelheim, the National Library of Medicine, and donations from users like you. Always watch for outdated information. This article first appeared in 2001. This material is designed to support, not replace, the relationship that exists between you and your doctor.
©1990, 2001 - ÆGiS. ÆGiS presents published material, reprinted with permission and neither endorses nor opposes any material. All materials appearing on ÆGIS are protected by copyright as a collective work or compilation under U.S. copyright and other laws and are the property of ÆGIS and the Sisters of Saint Elizabeth of Hungary, or the party credited as the provider of the content.