PARIS, 21 dez AFP) - Europa deve coordenar seus esforços a favor de testes terapêuticos anti-aids para "evitar a dispersão de recursos" e melhorar os tratamentos, declarou esta quinta-feira o ministro francês da pesquisa científica, Roger-Gérard Schwartzenberg.
A França, que propôs à União Européia (UE) a 16 de novembro criar um pólo de coordenação de testes terapêuticos para a aids, organizou esta quinta-feira em Paris uma reunião de especialistas dos 15 países da UE para levar adiante este projeto.
"Europa não pode continuar seus esforços de maneira dispersa", declarou o ministro francês.
"Assiste-se atualmente a um florescimento de testes terapêuticos sobre um número bem pequeno de doentes", acrescentou.
"Efetuam-se sem coordenação em diferentes países europeus e inclusive em diferentes centros de um mesmo país", frisou.
Esta situação, prosseguiu, leva "à certa dispersão de recursos em termos de financiamento, de pesquisadores e de pacientes".
Uma estrutura européia permitiria aumentar a competividade e a eficácia da pesquisa européia, estabelecer vínculos com a indústria farmacêutica e desenvolver uma colaboração com a agência européia do medicamento e os institutos nacionais de saúde dos Estados Unidos (NIH), segundo o ministro.
Prevê-se a criação na internet de um registro dos testes terapêuticos na Europa para evitar redundâncias e informar médicos e enfermos.
A longo prazo, esta iniciativa européia sobre a infecção pelo HIV pode ser uma experiência-piloto aplicável a outras doenças infecciosas, afirmou.
Depois da aprovação em março próximo do conselho de ministros da pesquisa científica, o projeto poderá se concretizar em 2001.
O professor Maxime Seligmann, conselheiro científico da Agência nacional da pesquisa sobre a aids na França, está encarregado da factibilidade do projeto.
Nos países desenvolvidos, principalmente na França, os novos tratamentos antivirais aparecidos em 1996 modificaram profundamente o impacto da enfermidade.
Permitiram, entre 1996 e 1998, uma redução de quase 60% da mortalidade e da morbidade ligadas à infecção pelo vírus da aids, lembrou o ministro Schwartzenberg.
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