agence france-presse
click here to return to agence france-presse main menu
DonateNow
Dia-Aids,Prev-Síntese: Dia mundial da aids: tristes manifestações e sombrias advertências

Agence France-Presse - Dezembro 1 , 2000

PARIS, 1 dez (AFP) - As manifestações organizadas esta sexta-feira no mundo por motivo do dia mundial da luta contra a aids se realizaram com tristeza e em meio a sombrias advertências.

Na Itália, dois ministros, entre eles o da saúde, o conhecido oncologista Umberto Veronesi, e a da Solidariedade Social, Katia Bellillo, criticaram o alto preço dos preservativos, cerca de um dólar por unidade no país.

"É preciso encontrar uma solução para reduzir o preço de um instrumento de defesa excepcional contra a aids", explicou Veronesi numa coletiva em Roma.

Em Cuba, nesta sexta-feira as vítimas foram lembradas com canções e poemas à vida, numa tentativa de vencer preconceitos e temores que ainda existem ante os infectados pelo HIV.

Além do ato oficial pelo dia mundial contra a aids, as iniciativas de grupos, associações e entidades culturais têm como objetivo conseguir uma aproximação ao conhecimento da doença.

Na França, vinte associações se manifestaram em Paris à noite, convocadas pela organização Act Up, em protesto pelas patentes dos medicamentos para lutar contra a enfermidade.

"As triterapias continuam sendo inacessíveis à maioria das pessoas que precisam delas e as patentes só garantem uma coisa, o lucro de um punhado de multinacionais que se beneficiam de um monopólio de exploração de vinte anos, restringindo de fato o acesso a essas moléculas a pacientes infectados", acusa a Act Up.

Na Bélgica, um preservativo de seis metros de altura foi instalado em frente à sede do Partido Socialista francófono, em Bruxelas, para denunciar a oposição do papa João Paulo II ao seu uso. Uma marcha com tochas foi prevista na capital belga em memória das vítimas da doença.

O premier Guy Verhofstadt prometeu um aumento de 3,7 milhões de euros aos créditos para pesquisa e uma proposta de lei foi apresentada esta semana para proibir os testes de aids nas contratações de trabalho.

Na Alemanha, um cortejo fúnebre desfilou por Berlim e, em solidariedade aos soropositivos, os políticos vão se reunir hoje e sábado na Potsdamer Platz. Em Hamburgo, está previsto um jantar para arrecadar fundos. O diretor do balé John Neumeier, que desde 1994 arrecadou 230.000 euros para a luta contra a doença, fez um apelo para não se baixar a guarda.

Na Finlândia, se instalaram postos de informação e se organizaram debates em torno da "responsabilidade coletiva" na luta contra a propagação da epidemia.

Dezenas de pessoas formaram uma fita vermelha gigante, símbolo internacional da luta contra a aids, em frente à catedral de Helsinque.

Em Portugal, que se converteu em 1999 no primeiro país da União Européia em número proporcional de casos (88,3 casos por um milhão de habitantes contra 24,8 em média), a comissão nacional de luta contra a aids organizou manifestações, em particular no Parque das Nações em Lisboa: encenações de rua sobre a necessidade de usar o preservativo, espaços de informação pública, shows de rock e fogos de artifício às margens do Tejo.

Em Praga, a esposa do presidente Vaclav Havel, Dagmar Havlova, visitou a Casa da luz, um estabelecimento de ajuda aos soropositivos e aos aidéticos. Vendedores de fitas vermelhas se distribuíram pela cidade para arrecadar fundos.

Em Moscou, está previsto um show de rock, assim como haverá a distribuição gratuita de preservativos. No início desta semana, o diretor do centro russo da luta contra a aids, Vadim Pokrovski, prometeu multiplicar por três o orçamento federal de luta contra a doença, o qual este ano chegou a 1,6 milhão de dólares. Apesar disso, considerou "insuficiente" o aumento, alegando que seriam necessários 65 milhões de dólares.

Na Dinamarca, a ministra da saúde, Ester Larsen, propôs que os solicitantes de asilo procedentes de países com alto número de casos da enfermidade sejam submetidos a testes de detecção.

001201
AF001237_PT


ÆGiS is made possible through unrestricted grants from Boehringer Ingelheim, the National Library of Medicine, and donations from users like you. Always watch for outdated information. This article first appeared in 2000. This material is designed to support, not replace, the relationship that exists between you and your doctor.

© Agence France-Presse 2000. Todos o direitos são de propriedade exclusiva da AFP. Os artigos e fotografias não podem ser publicados, transmitidos, reescritos para transmissão ou publicação, ou redistribuidos direta ou indiretamente por nenhum outro órgão de comunicação sem a autorização prévia por escrito da AFP. O material informativo da AFP não pode ser arquivado total ou parcialmente em um computador, salvo para uso pessoal (e não comercial). A AFP não será responsável por nenhum atraso, imprecisão, erros ou omissões em nenhum de seus materiais informativos ou na transmissão ou entrega em sua totalidade ou em parte, ou por qualquer dano em geral. Como se trata de um serviço de notícias, a AFP não tem autorizações particulares das pessoas, grupos ou entidades tratados em suas fotografias ou gráficos citados em seus textos. Tampouco tem autorização dos proprietários de qualquer marca registrada ou matérias com direito de autor incluídos nas fotografias ou materiais de AFP. Em consequência, o usuário será o único responsável pela obtenção de qualquer autorização por parte de qualquer indivíduo ou entidade para uso dos artigos, fotos ou gráficos da AFP.  http://www.afp.com/


©1990, 2000 - ÆGiS. ÆGiS presents published material, reprinted with permission and neither endorses nor opposes any material. All materials appearing on ÆGIS are protected by copyright as a collective work or compilation under U.S. copyright and other laws and are the property of ÆGIS and the Sisters of Saint Elizabeth of Hungary, or the party credited as the provider of the content.