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Vaticano-Aids: Vaticano afirma que a castidade é o único remédio contra a Aids

Agence France-Presse - Novembro 30 , 2000

CIDADE DO VATICANO, 30 nov (AFP) - O arcebispo mexicano Javier Lozano Barragán, ministro do Vaticano para a saúde, disse hoje que a Igreja Católica condena o uso do preservativo como método de prevenção contra a aids e que "a castidade ainda é o melhor remédio".

"A castidade no casamento e fora do casamento é sempre o melhor remédio", explicou o prelado, que apresentou o programa do Encontro Intercontinental sobre a Aids (de 30 de novembro a 1 de dezembro), que se celebrará no Vaticano e do qual participarão teólogos, sacerdotes e cientistas.

Segundo Lozano Barragán, a castidade é a melhor solução "mesmo se parece que vai contra a corrente numa sociedade pansexual como a de hoje".

"É a lei de Deus, que é sempre atual e sempre pode ser respeitada", comentou.

Lozano Barragán destacou que os casos de Aids, em vez de diminuir aumentam constantemente, apesar de a Organização Mundial de Saúde (OMS) e as autoridades nacionais recomendarem o uso do preservativo.

Na opinião do religioso mexicano, "o preservativo não serve de grande coisa" e a Igreja Católica o considera como "moralmente ilícito", já que a "vida produzida numa relação sexual não pertence ao homem mas a Deus".

"Nos opomos ao uso do preservativo tendo em vista o respeito absoluto para com a vida humana", acrescentou Felice Ruffini, colaborador do prelado mexicano, para quem a Igreja se opõe a seu uso inclusive se um dos cônjuges está com Aids.

"A castidade é a solução a seguir: Cristo não prometeu um caminho fácil para aqueles que o querem seguir", disse.

Sobre os sacerdotes contaminados, Monsenhor Lozano Barragán explicou que não se trata de uma categoria de pessoas e que portanto o problema não seria abordado durante a reunião.

"Há seguramente sacerdotes afetados pela Aids, mas é preciso recordar que alguns se contagiaram durante o exercício do trabalho, porque estão ao lado dos enfermos, como acontece com alguns médicos ou sacerdotes que os assistem", acrescentou.

Desde que foi descoberta a doença, 21,8 milhões de pessoas morreram no mundo. Em alguns países africanos, cerca de 36% da população está contaminada e a expectativa de vida se reduziu a 38/40 anos, segundo dados da OMS.

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