WASHINGTON, 15 nov (AFP) - Uma variação de um gene, chamada RANTES, aumenta o risco de se contrair o vírus HIV, mas também atrasa o ritmo de progressão da doença, segundo um estudo publicado esta quarta-feira no diário AIDS.
"Este estudo mostra a primeira prova de que o gene RANTES afeta o risco de transmissão do vírus HIV, destaca num comentário o diretor do Instituto Nacional Americano de Alergias e Doenças Infecciosas (NIAID), o doutor Anthony Fauci.
Também "reforça as indicações que mostram que RANTES pode atrasar a progressão da AIDS nos soropositivos, o que deve incentivar a pesquisa de um medicamento que imite a ação desse gene", agregou.
A equipe do doutor David McDermott dedicou suas pesquisas a uma muito leve variação do gene, que aparece mais freqüentemente nos soropositivos.
Nas pessoas que possuem a mutação do RANTES, o risco de infecção é duplo. Mas, depois de contaminadas pelo HIV, demoram 40% mais que os demais para desenvolver a AIDS.
Ao que parece, RANTES produz uma molécula, também chamada RANTES, na qual a variação genética estudada reforça a produção e tem um papel duplo.
Esta molécula causa uma inflamação e permite ao vírus penetrar mais facilmente no corpo. Mas, para provocar essa inflamação, deve se aproximar do receptor de células T do sistema imunológico utilizado pelo HIV. Portanto, este último tem mais dificuldades de se instalar ao seu redor.
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