agence france-presse
click here to return to agence france-presse main menu
DonateNow
ONU-Cúpula-Milênio: Cúpula do Milênio concluirá com o compromisso de modernizar a ONU
Robert Holloway
Agence France-Presse - Setembro 8, 2000

NOVA YORK, 8 set (AFP) - A maior reunião de líderes da história concluirá esta sexta-feira com a determinação de modernizar a Organização das Nações Unidas (ONU) para que possa enfrentar os novos flagelos mundiais, o aquecimento do planeta e a Aids, assim como os velhos males da pobreza e da guerra.

A Declaração do Milênio, que descreve a ONU como o "indipensável local comum de toda a família humana", será o último ato de uma Cúpula de três dias na qual estiveram representados 185 membros da organização; 147 por seus chefes de Estado ou de Governo.

O documento diz que os líderes "não pouparão esforços" para liberar a Humanidade da guerra, da extrema probreza, da ameaça de desastre ambiental e para promover a democracia e o império do direito.

A declaração marca objetivos específicos para salvar milhares de milhões de pobres até o ano 2015:

- Reduzir pela metade a proporção da população mundial sem acesso à água potável (atualmente 20%) e que dispõe para viver menos de um dólar por dia (22%).

- Assegurar o acesso de todas as crianças à educação primária.

- Reduzir em menos de três quartos a taxa de mortalidade materna e em dois terços a de mortalidade infantil.

- Deter e reverter o avanço do vírus HIV e fazer frente à Aids, à malária e outras enfermidades.

- Fornecer assistência especial aos órfãos da Aids.

A Declaração do Milênio é fixada com uma meta para alcançar até o ano 2020 "uma significativa melhoria na vida de pelo menos 100 milhões das pessoas que vivem em bairros pobres".

O secretário geral da ONU, Kofi Annan, disse que com a moderna tecnologia essas metas são alcançáveis.

"Em uma época na qual os seres humanos conhecem o código da vida humana e em segundos podem transmitir seus conhecimentos de um continente a outro, nenhuma mãe pode entender por que seu filho morre de má nutrição ou por doenças que podem ser prevenidas", disse Annan ao inaugurar a Cúpula.

A declaração também promete impulsionar ações contra as ameaças ao ambiente e diz que não serão poupados esforços para promover "a democracia e o império da lei".

Essas duas áreas são as que, segundo Annan, as pessoas mais criticam em relação a seus governos.

O documento defende o "combate a todas as forças de violência contra a mulher e a implementação da Convenção para a eliminação de qualquer forma de discriminação contra as mulheres". Essa Convenção é um dos 25 instrumentos legais firmados ou ratificados por dezenas de chefes de Estado ou de Governo durante a Cúpula iniciada na quarta-feira, na sede da ONU.

Também durante a Cúpula, o Conselho de Segurança reuniu-se a nível de chefes de Estado e de Governo e ontem aprovou um informe no qual clama reformas para fortalecer a ONU em sua tarefa de vigilância da paz.

Annan ordenou o informe depois investigações realizadas depois de dois grandes desastres sofridos pela ONU: seu fracasso em evitar o genocídio de Ruanda, em 1994, o massacre que, em 1995, tirou a vida de 7.000 muçulmanos em Srebrenica, Bósnia.

O tema foi tratado com mais urgência quando este ano os rebeldes de Serra Leoa seqüestraram centenas de soldados da ONU que foram enviados para restaurar a paz depois de uma sangrenta guerra civil.

A Declaração do Milênio defende a solução das necessidades da África, apoio às emergentes democracias e ajuda às organizações regionais para evitar conflitos. Promete "um confiável fluxo de recursos para garantir a paz no continente".

Antes da sessão final da Cúpula, os 54 membros do Conselho Econômico e Social da ONU realizarão uma reunião de chefes de Estado e de Governo a fim de estender pontes sobre o abismo que separa os países ricos dos pobres.

000908
AF000918_PT


ÆGiS is made possible through unrestricted grants from Boehringer Ingelheim, the National Library of Medicine, and donations from users like you. Always watch for outdated information. This article first appeared in 2000. This material is designed to support, not replace, the relationship that exists between you and your doctor.

© Agence France-Presse 2000. Todos o direitos são de propriedade exclusiva da AFP. Os artigos e fotografias não podem ser publicados, transmitidos, reescritos para transmissão ou publicação, ou redistribuidos direta ou indiretamente por nenhum outro órgão de comunicação sem a autorização prévia por escrito da AFP. O material informativo da AFP não pode ser arquivado total ou parcialmente em um computador, salvo para uso pessoal (e não comercial). A AFP não será responsável por nenhum atraso, imprecisão, erros ou omissões em nenhum de seus materiais informativos ou na transmissão ou entrega em sua totalidade ou em parte, ou por qualquer dano em geral. Como se trata de um serviço de notícias, a AFP não tem autorizações particulares das pessoas, grupos ou entidades tratados em suas fotografias ou gráficos citados em seus textos. Tampouco tem autorização dos proprietários de qualquer marca registrada ou matérias com direito de autor incluídos nas fotografias ou materiais de AFP. Em consequência, o usuário será o único responsável pela obtenção de qualquer autorização por parte de qualquer indivíduo ou entidade para uso dos artigos, fotos ou gráficos da AFP.  http://www.afp.com/


©1990, 2000 - ÆGiS. ÆGiS presents published material, reprinted with permission and neither endorses nor opposes any material. All materials appearing on ÆGIS are protected by copyright as a collective work or compilation under U.S. copyright and other laws and are the property of ÆGIS and the Sisters of Saint Elizabeth of Hungary, or the party credited as the provider of the content.