CHICAGO, EUA, 25 jul (AFP) - Os internautas que conseguem sexo através da internet correm mais risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), segundo um estudo do Centro de Prevenção e Controle de Doenças de Atlanta divulgado esta terça-feira.
A pesquisa concluiu que quem procura sexo pelo computador tem mais parceiros e mais chances de contrair uma DST do que aquele que não usa a internet com esse fim.
O problema passa por uma questão de eficiência, segundo Mary McFarlane, psicóloga do centro. "A internet está dando mais eficiência à vida sexual das pessoas, assim como as compras e as pesquisas estão mais eficientes" graças à rede, explicou McFarlane. "Fica mais fácil encontrar mais parceiros em menos tempo (...) assim, a rede sexual de uma pessoa fica maior do que de qualquer outro modo", concluiu.
Os pesquisadores do centro, que estudaram questionários preenchidos por 856 pessoas submetidas a testes de HIV em uma clínica pública de Denver, no Colorado, revelaram que quase 16% delas haviam procurado parceiros sexuais na Internet.
Cerca de dois terços destas pessoas tiveram êxito fazendo contato e pouco mais de um terço se encontrou várias vezes pessoalmente com o parceiro, segundo o estudo, que será publicado na edição desta quarta-feira do Journal of the American Medical Association (JAMA).
Além disso, 28,9% daqueles que procuram sexo pela Internet disseram ter mantido contato com pessoas soropositivas.
Na publicação, um grupo de médicos de San Francisco descreve como usou uma sala de bate-papo da rede para alertar este tipo de internauta contra uma epidemia de sífilis.
Cententas de salas de bate-papo foram alertadas anonimamente, depois que dois homossexuais afetados pela epidemia confessaram ter entrado em contato com a maioria dos seus parceiros sexuais através de uma sala específica de bate-papo na internet.
"Se a tecnologia evolui, a saúde pública também deve evoluir. Temos que entender as necessidades da população", sublinhou McFarlane.
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