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EUA-Hepatite: Negros são mais suscetíveis à infecção crônica de hepatite C

Agence France-Presse - Julho 25, 2000

CHICAGO, EUA, 25 jul (AFP) - A maioria dos usuários de drogas infectados pelo vírus da hepatite C vão continuar a incubar a infecção, sem desenvolver uma doença fatal do fígado, revelou um estudo divulgado esta terça-feira.

Pesquisadores da Instituição Médica Johns Hopkins, em Baltimore, Maryland, descobriram que menos de 10% das 409 mortes registradas em um grupo de 1,6 mil infectados, usuários de drogas intravenosas, foram causadas por falência do fígado.

Pessoas que se drogavam com muita freqüência, bebiam muito ou tinham mais de 38 anos tiveram maior probabilidade de sucumbir à doença no fígado em estágio avançado, disse o estudo.

A minoria dos pacientes que se recuperaram espontaneamente do vírus tinha mais chance de ser formada por brancos ou caucasianos, e não por negros, acrescentou o estudo, publicado no Journal of the American Medical Association.

"Os negros tiveram quatro vezes mais chances de ter uma infecção crônica de hepatite C do que as outras raças", disse David Thomas, professor suplente de Medicina da Johns Hopkins. Ainda não se sabe por que os negros são mais suscetíveis à infecção, mas "estamos tentando explicar isso", acrescentou Thomas.

Quase quatro milhões de americanos e 170 milhões de pessoas em todo o mundo estão infectadas com o vírus, que causa inflamação no fígado. Nos Estados Unidos e em outros países desenvolvidos a doença é mais comum entre usuários de drogas intravenosas, que são infectados ao compartilhar agulhas contaminadas.

Nos países em desenvolvimento, a doença também é transmitida por práticas médicas perigosas, como transfusão de sangue contaminado, injeção com agulha contaminada e circuncisão.

As descobertas anunciadas hoje são baseadas em um estudo de 1988/89 sobre a história natural do HIV e de outras infecções que afetam os usuários de drogas.

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