DURBAN, África do Sul, 9 jul (AFP) - O presidente sul-africano, Thabo Mbeki, inaugurou oficialmente este domingo no estádio Kingsmead de Durban, totalmente lotado, a XIII conferência internacional sobre a aids.
O presidente voltou a enfatizar a polêmica que tinha desencadeado ao se indagar sobre responsabilidade do vírus do HIV no desenvolvimento da aids.
Relacionou os inúmeros males que afetam o continente africano, como paludismo, tuberculose, hepatite, desnutrição, cólera, etc, destacando que "não se pode acusar então um único vírus de tantas coisas".
Poucas horas antes, o professor Peter Piot, diretor da Onusaids, tinha assinalado que para satisfazer as necessidades mais elementares em matéria de prevenção e tratamento da aids seria necessário gastar "bilhões de dólares".
"Atualmente, para combater a aids, necessitamos não de milhões mas de bilhões de dólares", disse, calculando que, "na África só para as necessidades básicas, seriam necessários três bilhões de dólares, ou seja, aproximadamente dez vezez mais do que se gasta atualmente".
A doença já matou mais de 18 milhões de pessoas ao longo de vinte anos, e os tratamentos continuam sendo inacessíveis para a maioria das 34 milhões de pessoas infectadas no mundo.
Os países da África subssahariana contam com 70 % dos doentes e 95 % dos 13 milhões de órfãos provocados pelo pais aidéticos.
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