CHICAGO, EUA, 24 Ago (AFP) - Os riscos de transmissão da AIDS da mãe para o filho através da lactação são maiores nos cinco meses que seguem o nascimento, indica um estudo que sai quarta-feira no 'Journal of the American Medical Association' (JAMA).
Esta pesquisa, realizada em Malawi, na África, patrocinada pelos Institutos Nacionais da Saúde dos EUA (NIH) e pela a Faculdade de Medicina de Malawi em Blantyre, se baseou em 672 crianças alimentadas com leite materno.
Segundo os responsáveis da investigação, 47 crianças se infectaram, entre elas, cerca da metade (21) antes dos cinco meses de idade. Um total de 15 se contaminaram entre o sexto e 11º mês de vida e outros sete entre os 12 e 17 meses. Só quatro infecções aconteceram entre os 18 e 23 mêses.
O principal autor do artigo, o professor Paolo Miotti, dos NIH, sublinhou que as mulheres que tinham menos de quatro filhos e as mães muito jovens parecem ter mais possibilidades que as outras de transmitir o vírus para os filhos, através do leite materno.
Ao verificar que a lactancia materna é perigosa para os filhos de mulheres infectadas pelo HIV, Miotti sublinhou que, ainda assim, é importante mantê-la nos países em desenvolvimento.
"Parar a lactação materna em seis meses de vida teria impedido a metade dos casos de infecções de bebês pelo HIV revelou nosso estudo. O médico sublinhou que esta seria uma recomendação mínima a ser adotada nos países periféricos com carência alimentar.
A transmissão do HIV da mãe para o filho pode ocorrer durante a gravidez, no nascimento e até após o nascimento, neste último caso, principalmente através da amamentação.
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