WASHINGTON, 30 ago (AFP) - A diminuição de mortes por Aids e a queda nos números de novos casos registrados nos últimos anos nos EUA estão decrescendo, de acordo com as estatísticas publicadas nesta segunda-feira pelos Centros para o Controle e Prevenção de Enfermidades (CDC), com sede em Atlanta, na Geórgia.
De 1997 a 1998, segundo os CDC, a redução de mortes pela doença foi de 20%, contra 42% no ano anterior. Além disso a diminuição de novos casos foi de 11% de 1997 a 1998 para 18% de 1996 a 1997.
Em 1998, informaram os CDC durante uma conferência em Atlanta sobre a prevenção da Aids, 17.047 pessoas morreram da doença, contra 21.222 em 1997 e 49.351 em 1995.
Em 1998 foram registrados 44.289 casos de Aids, 49.667 em 1997 e 68.734 em 1995.
"As informações apresentadas até agora representam uma séria fonte de inquietação", destacou uma das responsáveis pelos CDC, a doutora Helene Gayle. "Isto demonstra a que velocidade pode voltar a epidemia quando se descuida do plano de prevenção contra o vírus da imunodeficiência humana (HIV)", declarou.
Esta situação, de acordo com os CDC, pode ser atribuída a vários fatores, como o fato de que é cada vez maior a resistência aos medicamentos e de que alguns doentes abandonam seus tratamentos porque são muito difíceis de seguir.
Os negros, que representam apenas 13% dos norte-americanos, são os mais afetados pelas mortes, com 8.316 em 1998 contra 5.436 dos brancos e 3.114 dos hispanos. Em 1995, os brancos morriam mais de Aids do que os negros (21.441 por 18.476).
A doença também atingiu mais os negros em 1998 com 21.051 casos novos, por 13.836 nos brancos e 8.810 nos hispanos.
Em relação a 1995, estes números só representam uma ligeira queda nos negros (de 27.832 para 21.051), ao mesmo tempo em que a redução é bastante significativa nos brancos (26.617 para 13.836 em 1998).
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