KIGALI, 26 jul (AFP) - As jovens gerações de Ruanda são as principais vítimas da epidemia de Aids e 130 mil crianças de menos de 5 anos estão efectadas pelo vírus, de acordo com os dados de um estudo do programa nacional ruandês de luta contra a Aids (PNLS).
Desde 1981, 55 mil menores morreram de Aids em Ruanda. Uma projeção do PNLS revela que em 2012, se não houver um programa de prevenção eficaz, o número de menores afetados pelo vírus terá triplicado.
As autoridades ruandesas instalaram em Kigali um programa piloto para tentar limitar os riscos de transmissão da mãe para o filho, através de um tratamento em experiência em Ruanda.
Outro dado preocupante é constituído pelos adolescentes, cada vez mais afetados pela Aids. Mais de 50% dos jovens entre 12 e 19 anos confessam ter tido pelo menos uma relação sexual em sua vida, "o que significa que os números são na realidade mais elevados", explicou o diretor do PNLS, Innocent Ntaganira.
Segundo o diretor, a sensibilização deve passar por uma campanha permanente: as igrejas, as escolas, as estruturas de jovens escolares, os níveis políticos, todos devem participar. Em Uganda, a fórmula deu resultados.
"É uma catástrofe jpara os menores na África ao sul do Saara em geral. Há 1.600 novas infecções por dia entre os jovens de menos de 16 anos no continente e entre 7 mil e 8 mil infecções entre os de menos de 24 anos"< declarou o diretor executivo adjunto da Unicef, Stephen çLewis, de passagem por Kigali neste último final de semana.
"Hà mais de oito milhões de órfãos da Aids na África ao sul do Saara atualmente. Haverá 10 milhões no final do ano 2000"< destacou, indicando que "em relação a Ruanda, as estatísticas dão conta de que em várias zonas o índice de persistência do vírus atinge 10% entre os menores, enquanto 30% da população urbana entre 24 e 44 anos estão infectados.
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